sexta-feira, maio 27, 2016

Um fim-de-semana diferente a pedalar no Gerês

O passeio que lhe propomos é um percurso circular de 60 km que decorre na zona fronteiriça do Parque Natural da Peneda-Gerês. O percurso inicia-se na aldeia pitoresca de Tourém, segue em direção a Montalegre e o regresso inclui um desvio pela aldeia histórica de Pitões das Júnias. Dependendo do meio de transporte, poderá ser feito num ou dois dias. Nós escolhemos fazê-lo de bicicleta mas, se preferir, poderá fazê-lo a pé ou de carro. Pronto para iniciar viagem?

Tourém é uma aldeia à moda antiga: as casas são maioritariamente em pedra e de arquitetura tradicional. Aprecie o dia-a-dia da aldeia. Perca-se numa pequena encruzilhada de ruas mais estreitas e descubra o forno comunitário e a Igreja de São Pedro ou a Igreja Matriz de Tourém.

Se fizer o percurso durante o Inverno, saiba que esta é uma zona do país onde ainda se mata o porco, também à moda antiga. Se receber um convite para provar o “mata-bicho”, não hesite. Trata-se de um pão doce e um copinho de vinho do Porto, usado nesses dias para o conforto dos trabalhadores. São momentos de festa e fartura que certamente o distrairão. Mas, se o seu meio de transporte não tiver motor, é bom não se demorar. A viagem acabou de começar.







O percurso inicia-se com uma subida. Sentirá as montanhas a transformarem-se. Com a altitude, a vegetação de grande porte começará a rarear e a serra despir-se-á, expondo grandes rochas com formatos que desafiarão a sua imaginação. O movimento na estrada permitir-lhe-á sentir a natureza mais de perto. Pare para escutar os animais nas pastagens e nas serras. Surpreenda-se com a variedade de formas e cores das flores silvestres.

Em Covelães, já do outro lado da montanha, surgirão as primeiras aldeias. Casas antigas em pedra, por vezes lado a lado com outras modernas. Nestes locais, é comum verem-se crianças a brincar na rua com objetos simples. Algumas ajudam os pais com o gado no campo. Os idosos, sentados ao sol, aproveitam para pôr a conversa em dia. Há inclusive quem ainda tricote as tradicionais meias de lã de ovelha.







Pelo caminho, muitas poderão ser as paragens ora motivadas pelas atrações da região ora forçadas pelo apetite. Também parará, com certeza, muitas vezes para descansar, conversar, namorar e/ou brincar com os mais pequenos. Ainda assim, irá decerto chegar ao final do dia a tempo de uma visita ao museu e ao castelo de Montalegre. Mas, mais do que visitar Montalegre, poderá degustar os produtos típicos da região. Se tiver oportunidade, prove o pão tradicional. Ao jantar desejará certamente uma refeição reforçada. A posta Barrosã ou umas alheiras serão uma boa escolha.

Se no dia seguinte acordar cedo, poderá apreciar os tons dourados dos primeiros raios de sol nas montanhas. Em Pitões das Júnias será difícil recusar provar um belíssimo cozido à portuguesa. Use o resto do dia para explorar esta aldeia histórica e não parta sem visitar a cascata e o convento. Aproveite e visite ainda um fumeiro tradicional, podendo até levar na bagagem umas alheiras caseiras.

O regresso poderá ser feito em território português pela estrada principal que liga Pitões das Júnias a Tourém. Alternativamente, poderá seguir por uma estrada secundária, estreita mas bem alcatroada, que liga Pitões das Júnias a Requiás ou Guntumil em Espanha. Daí até Tourém será um instante.




Quando ir

A primavera e o outono são as melhores alturas para visitar a região;

O que levar

  • Na bagagem: máquina fotográfica, telemóvel e algum dinheiro; comida e água para um dia de viagem; uma muda de roupa;
  • Se for de bicicleta: uma câmara-de-ar suplente e um “pack” de ferramentas. Evite transportar coisas desnecessárias para não tornar a viagem incómoda.

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