terça-feira, março 01, 2016

Costa Nova, uma terra que os homens do mar tornaram única

Chegamos à Costa Nova num dia de sol de inverno. Estamos entre a Ria de Aveiro e o oceano Atlântico, numa língua de terra onde as redes de pesca eram puxadas do mar por parelhas de bois.

De maneira a guardar as suas redes e outros materiais, os pescadores construíram palheiros nesta povoação desde inícios do séc. XIX. Eram edifícios sem divisões, uma espécie de armazéns, que mais tarde pintaram com riscas de cores alegres - vermelhas, azuis, amarelas, verdes. Tornaram, assim, os palheiros originais e tão bonitos que os adaptaram a casas, maioritariamente de férias.

Não sei se ainda lá vivem descendentes de pescadores, mas quem quer que seja que as habite tem amor por estas construções típicas, porque as riscas mantêm-se garridas, há vasos de flores nas janelas e cortinas de rendas brancas a espreitar pelos vidros.

O peixe, esse, continua a ser pescado, como tivemos oportunidade de ver no mercado local, numa variedade e frescura que só nos apetecia levar para casa.

Enquanto continuamos a caminhar pela avenida principal, com peixes desenhados pela calçada portuguesa, há outras pessoas que passeiam a pé ou de bicicleta, várias a tirar fotografias e selfies, dois miúdos que deixam as bicicletas para falar com um papagaio e tantas outras a apreciar o sol de inverno nas esplanadas, a ver passar quem gosta desta terra que os homens-do-mar tornaram única.

Quanto aos pescadores, ainda os vimos a pintar juntos um barco e a guardar os seus materias numas casinhas pequeninas de madeira, lá no fundo da povoação.
















Onde comemos

Canastra do Fidalgo: situado na avenida principal da Costa Nova, a especialidade deste restaurante não podia ser senão da ria ou do mar. Gostámos quer da sopa de peixe quer da cataplana de marisco, ainda que esta última desejasse mais variedade. Nada que um maravilhoso bolo de bolacha com ovos moles de Aveiro não compensasse. Para a próxima, provarei o pão-de-ló de Ovar com molho de frutos do bosque, pelo qual um dos simpáticos empregados do restaurante me deixou a suspirar.

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