terça-feira, dezembro 01, 2015

Os 6 restaurantes de que mais gostámos em Marrocos

Vamos ao que interessa, sem introduções, que este artigo é para quem quer informação direta.

1. Bab Ssour

Em Marrocos, (ainda) há restaurantes bons e baratos. Neste, situado bem no centro da medina de Chefchaouen, serve-se comida tradicional marroquina - sopas, saladas, couscous e tajines - com um toque caseiro. Não é, pois, de estranhar que aí se encontrem tanto turistas como locais, o que é sempre um bom sinal. Destaque também para a simpatia dos empregados e para a boa-disposição do dono do restaurante, um marroquino que fala várias línguas, incluindo português e, espanto dos espantos, japonês!

Onde: Medina (parte histórica) de Chefchaouen
Morada: Rue Elkharrazin, nº5

2. Café Restaurante Sofia

Bom e ainda mais barato do que o anterior, é um dos poucos restaurantes marroquinos totalmente gerido por mulheres. Fica num espaço ao ar livre, por trás das lojas da principal praça de Chefchaouen. Aqui a comida tradicional é feita na hora, com produtos frescos, daí que se tenha de esperar pacientemente pela sua confeção ou até por uma ida ao mercado, para comprar os ingredientes que faltam. No final, vale bem a pena a espera.

Onde: Medina de Chefchaouen
Morada: Place Outa Hamam, Khadarine Escalier Roumani

3. Café Clock

É um dos restaurantes mais famosos de Fez, especialmente devido ao seu hambúrguer de camelo. Mas há mais, como saladas, sumos naturais, sanduíches, “tapas” e alguns pratos tradicionais, a preços razoáveis. Tudo com muito boa apresentação, a condizer com o bom gosto e a originalidade do espaço, um riad com vários pisos e um terraço onde sabe bem relaxar (quando estiverem lá vão perceber porquê).

Onde: Medina de Fez
Morada: 7 Derb Magana (Talaa Kbira)


4. The Ruined Garden

Com ementa e preços para turistas, oferece refeições ligeiras bem confecionadas e várias opções vegetarianas. Vale sobretudo pelo cenário romântico e sossegado, em plena medina, literalmente no meio de um jardim em ruínas.

Onde: Medina de Fez
Morada: Siaj, Sidi Ahmed Chaoui

5. La Porte du Monde

Gostámos tanto deste restaurante na zona antiga de Marraquexe que fomos lá comer duas vezes, numa altura em que já começávamos a ficar fartos das tajines tradicionais. Aqui também as há, mas são mais criativas, como a tajine de figos e tajine de laranja, que adorei. A salada marroquina, temperada na perfeição com especiarias, também era deliciosa. O serviço é demorado, mas a espera compensa. Na esquina em frente, há uma loja de gelados e crepes. O gelado de flor de laranjeira era ótimo.

Onde: Medina de Marraquexe
Morada: Toualat Kennaria, nº 69

6. Ksar Essaoussan

Difícil de encontrar nas ruelas labirínticas da medina de Marraquexe, foi a extravagância da viagem! O ambiente à luz das velas, num riad ricamente decorado, com empregados atenciosos e vestidos a rigor, proporciona uma experiência das 1001 noites. Há duas ementas fixas: uma de 350, a outra de 550 DH, que incluem diversas saladas (como entrada), prato principal, sobremesa e chá com biscoitos. Infelizmente, comi tantas saladas no início que não fui capaz de acabar o prato principal e a sobremesa foi a custo. Os biscoitos já nem consegui provar (eu que sou super gulosa e adoro biscoitos!)

Onde: Medina de Marraquexe
Morada: Rue des Ksour 3, Derb El Messoudyenne


E ainda...

Praça Jemaa El-Fna

Uma ida a Marraquexe sem comer na Praça Jemaa El-Fna é como ir a Roma e não ver o Papa. Segundo um conselho de uma habitante da cidade, devem-se procurar as barraquinhas onde haja clientes marroquinos e optar por grelhados em vez de tajines e couscous. Nós decidimo-nos por salsichas grelhadas com molho de tomate e pão. Por experiência própria, é normal cobrarem mais aos turistas do que aos locais.

Mais uma voltas pela praça e o Paulo aventurou-se a provar cabeça de carneiro, a especialidade local. Diz que gostou, mas ficou mal da barriga. O sumo de laranja também é famoso, mas deve ser espremido à nossa frente para impedir que lhe misturem água. Será que foi disso?


Chez Driss

Não é um restaurante, mas o bolo de amêndoa que comi nesta pastelaria de Essaouira era tão bom que tinha de a mencionar. No interior, há salas cheias de fotografias antigas, bem como um pátio com árvores e quadros coloridos. É o local ideal para descansar um pouco, enquanto se provam bolos de fabrico próprio e se toma um chá de menta, como costumava fazer Orson Welles durante as filmagens do filme “Othelo”.

Onde: Medina de Essaouira (perto da Praça Moulay Hassan)
Morada: 10, Rue Hajjali

E para terminar algumas dicas

  • A prática da pequena gorjeta está generalizada. Ainda assim, alguns restaurantes incluem o serviço no consumo;
  • Os pratos típicos da cozinha tradicional são: couscous e tajine (esta última, uma espécie de guisado à base de legumes, peixe ou carne);
  • Harira: é a sopa mais famosa, à base de grão de bico e lentilhas. Não fiquei fã, ao contrário das saladas que, em alternativa, dão início às refeições;
  • Briouats: são fritos feitos com massa folhada e com recheios variados, dos doces aos salgados;
  • Pastilla: é uma tarte de massa folhada, salpicada com açúcar e canela e recheada com carne de aves;
  • Peixe, marisco e ostras: abundam na costa;
  • O pão, cozido em fornos de lenha e de formato redondo e achatado, é muito saboroso;
  • A bebida por excelência é o chá de menta;
  • O café é excelente;
  • Em toda a parte se encontra fruta da época, pão e frutos secos à venda, para ir matando o bichinho ao longo da viagem.

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