segunda-feira, junho 29, 2015

Dicas para Viajar na Terra dos Fiordes

Vøringfossen - A cascata mais dramática da Noruega Não é por acaso que a Noruega é um destino de sonho para muitas pessoas, especialmente para quem adora sentir-se assoberbado pela natureza. É uma terra de fiordes e lugares fantásticos, em que mesmo presencialmente nos beliscamos para nos certificarmos de que não estamos a meio de um sonho. Se já decidiu que quer andar à solta no país dos Vikings, este artigo possui um conjunto de dicas que certamente o ajudarão a planear a sua viagem.

Ålesund - vista desde o Aksla Utsiktspunkt

Dicas gerais

  • Idioma: a língua do país é o norueguês mas, no geral, a população também fala inglês;
  • Visto: os portugueses não necessitam de visto nem passaporte para entrar na Noruega, basta levarem consigo o cartão de cidadão válido. Embora este país não pertença à Comunidade Europeia, faz parte do espaço Schengen;
  • Dinheiro: a Coroa Norueguesa (NOK) é a moeda oficial. Nos lugares mais turísticos também aceitam Euros, mas as taxas de conversão são completamente disparatadas. O uso de cartões de crédito está muito difundido;
  • Clima: a região de Oslo e o sul do país são um pouco menos frios, tendo verões com temperaturas bem agradáveis. Nas zonas montanhosas, mesmo no verão, é normal encontrar temperaturas próximas de zero. Há uma constante na inconstância do tempo: de manhã pode estar um sol radioso e à tarde uma chuva torrencial!
  • Supermercados: são fartos e bem abastecidos de frescos e embalados. Os preços rondam duas vezes e meia os de Lisboa. Foram-nos recomendadas as cadeias Rema 1000 e Kiwi como sendo as mais económicas;
  • Comida: alguns produtos típicos que aconselhamos incluem chouriços de rena e alce, caranguejo real, salmão e bacalhau fresco, snacks de peixe seco e mirtilos. Também recomendamos o iogurte Skyr (que é islandês).

Ferries no Geirangerfjord
Uma das estátuas que mais cativam jovens para selfies no parque Vigland em Oslo

Como evitar a falência

  • Comer: a forma mais económica de se alimentar é comprando alimentos nos supermercados e confecionando as suas próprias refeições. Há hostels com cozinha e os parques de campismo normalmente também têm uma. Como alternativa, convém optar por comidas de rua, como hambúrgueres e cachorros quentes (vendem-se inclusive nas estações de serviço) ou sandes (as padarias são uma boa opção);
  • Bebidas: pedir água da torneira - que é muito boa - em vez de refrigerantes ou vinho faz com que se poupe metade do preço da refeição. Reutilizar uma garrafa para água também fará com que economize bastante, além de ser um comportamento ecológico;
  • Alojamento: acampar é a forma mais barata de pernoitar. Se for aventureiro o suficiente, poderá inclusive montar a tenda no meio da natureza. Na Noruega, o campismo selvagem é permitido e prática corrente. Se preferir ficar em hotéis ou hostels, poupará algum dinheiro marcando-os com antecedência pela Internet;
  • Oslo Card: em Oslo, poderá adquirir o Oslo Card que lhe permitirá andar em todos os transportes públicos e entrar na quase totalidade dos museus. O cartão dá ainda alguns descontos extra que nós não aproveitámos. Atenção que não cobre a deslocação para o aeroporto;
  • Aluguer de automóvel: alugar viatura na vizinha Suécia é uma situação a ponderar, já que os preços são cerca de metade dos praticado na Noruega. Claro que se for com tempo muito limitado como nós (sete dias com carro), talvez não se justifique. Independentemente de onde inicie a viagem, tratar de tudo on-line fará com que poupe algum dinheiro.

Parque de campismo típico com as suas cabanas para alugar e zona verde para acampar
A igreja de madeira de Urnes, a mais antiga da Noruega 

Campismo

  • Distribuíção geográfica: há imensos parques de campismo espalhados por todo o país, quer nas pequenas vilas e cidades quer nas zonas de montanha;
  • Cabanas (em norueguês, hytter): são pequenas casinhas de madeira que podem ser alugadas nos parques de campismo, dispondo muitas vezes de todas as comodidades de um apartamento. Se for esta a sua opção, convém ver com antecedência os horários da receção para fazer o check-in, já que os períodos de funcionamento são bastante curtos. Alguns parques cobram pelo uso da roupa de cama;
  • Duche: geralmente paga-se para tomar banho e ter água quente (10 NOK, 1,20 €, por 5 minutos);
  • Cozinha: os parques de campismo costumam ter uma cozinha básica para uso comum, com fogão e lava-loiças com água quente.

Gudvangen e a entrada num dos fiordes mais interessantes
Trollstigen - uma das várias estradas que parecem tripas de troll

Na estrada

  • Tourist Routs: na Noruega, há um conjunto de rotas para serem feitas de carro, moto ou bicicleta e que possuem um conjunto de lugares fantásticos. Estão identificadas com o logótipo do website Nasjonale Turistveger, onde poderá também consultar o mapa destas estradas turísticas;
  • Portagens: quando se vê um sinal com "Kr" envolto num círculo é porque se está a aproximar uma estrada paga. A maioria das portagens são automáticas, por isso convém verificar se o carro alugado tem o chip "auto pass". Ter ainda em atenção que se paga portagem para entrar nas principais cidades, nomeadamente em Oslo e Bergen;
  • Preço dos combustíveis: o preço dos combustíveis varia muito de região para região e entre bombas. Encontrámos preços para o diesel entre 11 e 14 NOK (1,3 e 1,6 €);
  • Limites de velocidade: a velocidade máxima varia entre 30 e 110 km/h. O normal é encontrar estradas com limites de 50, 60, 70 e 80. Nas estradas melhores e principais, é proibido circular a mais de 90 km/h e, nas auto-estradas, a mais de 110. Ao planear um trajeto, conte com uma velocidade média não superior a 60 e não se esqueça que há câmaras de controlo de velocidade por todo o lado;
  • Obras: as estradas são boas mas, no verão, é frequente haver bloqueios devido a obras, obrigando a paragens de alguns minutos (no máximo, esperámos 10 minutos);
  • Bombas de gasolina: nas zonas montanhosas são raras, pelo que convém abastecer previamente o depósito. Habitualmente fecham cedo e nem todas funcionam com cartão, havendo outras que não aceitam dinheiro;
  • Médios: têm de estar sempre ligados, 24 horas por dia;
  • Parqueamento: o estacionamento nas cidades geralmente é pago mas, na rua, por norma, só até às 16h00.

Myrdal e o comboio Flåmsbana
Piratas no porto de Oslo a pintarem crianças

Ferries

  • Pagamento: habitualmente paga-se a bordo ou numas casinhas, ao estilo das portagens, quando nos encaminhamos com o carro para o ferry;
  • Preços: variam consoante a companhia, viatura e percurso. No nosso caso, por uma viatura e duas pessoas, pagámos de 100 NOK (12 €) para a travessia mais curta a 1000 NOK (120 €) para a travessia dos fiordes mais turísticos, com duração aproximada de 2h30;
  • Frequência: nas travessias mais estreitas, os ferries são muito frequentes (de 20 em 20 minutos) e funcionam desde madrugada até à meia-noite. Convém consultar os horários nos websites das companhias;
  • Instalações de apoio: possuem casas de banho, lounge para passageiros com janelas panorâmicas e, habitualmente, um pequeno bar com snacks.

A juntar a estas dicas, acrescentaria mais algum conselho?

4 comentários:

  1. Olá. Como devemos fazer com o cambio de dinheiro. Devemos levantar lá no multibanco e pagar as taxas de cá ou levar dinheiro e trocar no aeroporto?

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    1. Nós optámos por levantar dinheiro no multibanco. Não sabemos se compensará utilizar as casas de câmbio.

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  2. Olá, sou brasileira e estou adorando os seus textos. Já decidi de mudar minha viagem depois que li sobre seu percurso na Islândia.
    Gostaria de saber o que você fez nos 7 dias, se você teria um roteiro. Muito obrigada e parabéns pelos textos muito bem escritos e interessantes!

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