quinta-feira, junho 22, 2017

Quinze dias: era o tempo que tínhamos disponível para fazer uma viagem por estrada nos Balcãs. Quinze dias não dão para ver tudo e não gostamos de viajar a correr. Por isso, tivemos de deixar de fora muitos locais que queríamos visitar, cingindo-nos àqueles que queríamos MESMO ver. Foi assim que traçámos o roteiro da nossa viagem. Não pretendemos que o copie mas, tal como nós consultamos os roteiros de outros viajantes para termos uma ideia do que se pode visitar e do tempo a ficar em cada localidade, esperamos que o nosso itinerário o ajude a planear a sua própria viagem.

Os alojamentos indicados são aqueles onde ficámos. Uns melhores, mais bem situados ou mais em conta do que outros, não nos arrependemos de ter escolhido qualquer deles. Quanto aos restaurantes, referimos aqueles de que gostámos mais. Vamos?

O nosso roteiro de viagem pelos Balcãs (15 dias/ 14 noites)

Dia 1 - Chegada a Zagreb

Aterrámos no Aeroporto Internacional de Zagreb, capital da Croácia, pelas 21:30h, depois de um voo direto a partir de Lisboa com a Croatia Airlines. Dirigimo-nos ao balcão da Avantcar para levantar o carro alugado. Por ter sido fora da hora de expediente, demorou e demorou. Conclusão: chegámos ao alojamento já passava da meia-noite e fomos diretos para a cama.



Dormida em Zagreb: Guesthouse Ikar. Apesar de ficar num local desinteressante, foi a nossa opção por ser perto do aeroporto e incluir quer estacionamento quer pequeno-almoço.

Dia 2 - Zagreb e Parque Nacional dos Lagos Plitvice

Passámos a manhã em Zagreb, onde comprámos cerejas e alperces no Mercado Dolac e visitámos a Catedral, o desconcertante Museu das Relações Terminadas e a emblemática Igreja de S. Marcos com as suas telhas coloridas com dois brasões medievais.

Ao final da manhã, partimos para o Parque Nacional dos Lagos Plitvice, onde chegámos duas horas depois. Descansámos um pouco no hotel e, a meio da tarde, fomos fazer uma caminhada - 4 horas de deslumbramento - no belíssimo parque, composto por 16 lagos unidos por quedas de água (caminhada com início na Entrada 2). Quem já esteve no Japão compreenderá porque é que vimos um senhor japonês a olhar para um dos lagos com as lágrimas nos olhos.



Onde gostámos de almoçar: restaurante Pino, na estrada entre Zagreb e o Parque Nacional dos Lagos Plitvice.

Dormida (e jantar) no Parque Nacional dos Lagos Plitvice: Tourist Center Marko. Não fica dentro do parque, onde os hotéis são bastante caros, mas é relativamente perto de carro.

Dia 3 - Parque Nacional dos Lagos Plitvice e Zadar

De manhã bem cedo, fizemos outra caminhada (3 horas) no Parque Plitvice, desta vez com início na Entrada 1, evitando - como no dia anterior - as horas de calor e de maior afluência de pessoas.

À tarde, dirigimo-nos para a costa, mais propriamente para Zadar onde a grande atração já não é a herança romana da cidade, mas duas criações de Nikola Bašić, situadas no passeio marítimo: uma que nos permite escutar o mar a tocar órgão e outra chamada "Saudação ao Sol", um grande círculo de luzes que à noite piscam no chão, graças à energia solar acumulada durante o dia, para delírio dos muitos turistas que aí se reunem.



Dormida em Zadar: Anita City Apartments and Rooms. Os apartamentos e quartos estão muito bem localizados, no centro histórico de Zadar. O estacionamento público nas redondezas é pago, mas há um parque gratuito a uns 500 metros.

Dia 4 - Parque Nacional Krka e Šibenik

De Zadar partimos para Lozovac, de onde se acede ao Parque Nacional Krka de carro (uma hora de viagem). Neste parque, há cascatas sucessivas a descer por dois rios de águas azuis transparentes, no meio de muitas figueiras e vegetação luxuriante. Chegámos por volta das 10:00h, ou seja, já tarde para percorrer o trilho principal sossegadamente, uma vez que a maior parte dos visitantes começa a chegar a essa hora. A caminhada demorou cerca de uma hora.

À tarde, almoçámos e passeámos por Šibenik, uma cidade junto ao mar cujo centro histórico se percorre facilmente a pé. A principal atração é a Catedral de S. Tiago, declarada Património da Humanidade pela UNESCO.



Onde gostámos de jantar: restaurante Konoba Vinko, na aldeia de Konjevrate, a 5 km do Parque Nacional Krka. Especialidades: presunto caseiro da Dalmácia; leitão no espeto e risoto de veado. Muito bom!

Dormida em Lozovac: Gabi Rooms & Studio Apartment, onde a proprietária nos ofereceu licor de cereja feito por ela e uma tacinha de figos secos. Apesar de termos gostado muito do alojamento, se fosse hoje teríamos ficado, antes, a dormir em Šibenik para avançarmos mais uns quilómetros na viagem.

Dia 5 - Trogir e Split

Do Parque Nacional Krka viajámos para a cidade de Trogir, cuja parte antiga fica numa pequena ilha situada entre o continente e uma ilha maior. Depois de um passeio a pé e de visitarmos o mercado - onde nos espantámos com a quantidade de cerejas, figos e azeite à venda - fomos para Split, onde almoçámos e passámos o resto do dia.

Os centros históricos de Trogir e Split foram classificados Património da Humanidade pela UNESCO. As ruas medievais - tão estreitas que não cabem carros - desembocam em praças com pormenores encantadores e esplanadas rodeadas por flores. As casas são altas: de pedra calcária e portadas de madeira. Há muralhas a envolver o coração antigo das duas cidades, catedrais, palácios, vestígios romanos, passeios marítimos, barcos e o mar Adriático azul-sonho.



Dormida em Split: Comfortable in City Center, um bonito apartamento perto do centro histórico, com a desvantagem de ficar num terceiro andar sem elevador e de não ter estacionamento próprio (embora, combinando previamente com a proprietária, é quase certo que ela consiga arranjar um lugar).

Dia 6 - Cascatas Kravice e Mostar

Atravessámos a fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegovina de manhã cedo, tranquilamente e sem grandes esperas. Após visitarmos as cascatas Kravice, seguimos viagem para Mostar, uma cidade fundada pelos turcos no séc. XV, onde almoçámos.

As estradas da Bósnia eram uma incógnita para nós. Estávamos até um pouco apreensivos, mas há troços de auto-estrada, outras semelhantes às nossas estradas secundárias e, por fim, algumas em muito mau estado, estreitas e sinuosas. Há que evitar estas últimas se estiverem com pressa.

Mostar que, num passado recente, foi vítima de fortes bombardeamentos - as marcas são ainda visíveis hoje em dia - recupera a olhos vistos, motivada principalmente pelo turismo. De um lado da sua emblemática ponte, ouvem-se os cânticos dos Muezzin e, do outro, os sinos da gigantesca catedral ainda inacabada.



Onde gostámos de almoçar: restaurante Sadvran. Debaixo das ramagens de árvores, numa esplanada fresca, comemos uma espécie de grelhada mista, incluindo Ćevapi, isto é, salsichas dentro de um pão achatado tipicamente bósnios.

Dormida em Mostar: Hotel Villa Milas, um hotel novo e muito bem localizado, perto da ponte antiga de Mostar. Tem parqueamento privado gratuito e um bom pequeno-almoço.

Dia 7 - Blagaj Tekija, Počitelj e Dubrovnik

Mais um dia passado na Bósnia-Herzegovina, onde visitámos um antigo mosteiro muçulmano chamado Blagaj Tekija e a surpreendente povoação de Počitelj, graças à preciosa dica do Ricardo Ribeiro, autor do blogue Visitar a Bósnia-Herzegovina e um apaixonado pelo país.

Pelo meio, deliciámo-nos a comer burek (um folhado com carne), vimos duas cobras (mesmo à nossa frente) e seguimos as indicações do GPS que nos levaram por estradas estreitíssimas, ora a levantar pó pelos campos ora nas montanhas, em direção a Dubrovnik.

À noite, ainda deu para darmos uma volta pela cidade croata e a primeira impressão, mal vimos as muralhas que rodeiam o centro histórico, foi avassaladora. Mesmo cheia de turistas, Dubrovnik é deslumbrante.



Onde gostámos de jantar: Tuto Benne, um restaurante de fast food onde comprámos uma deliciosa tortilla de kebab que comemos sentados na escadaria de uma das praças principais da cidade.

Dormida em Dubrovnik: Apartments Deranja, situados a 20 minutos a pé do centro histórico, com parqueamento privativo, uma grande mais-valia, já que o custo do estacionamento público em Dubrovnik pode atingir os 100 euros por dia.

Dia 8 - Dubrovnik

Foi um dia inteiramente dedicado a Dubrovnic. Já nos tinham dito que a cidade era especial, mas precisávamos de a ver com os nossos próprios olhos para acreditar. Apaixonámo-nos pela sua parte antiga, situada estrategicamente sobre o Adriático: quer quando a vimos ao longe como os pássaros, quer quando contornamos a imponente muralha que a cerca, quer quando percorremos as suas ruas a pé. Quando viajamos, seguimos as pisadas de outros homens, mas sentir, ninguém o pode fazer por nós.



Onde gostámos de jantar: Restaurante Kamenice, numa das principais praças do centro histórico. O mexilhão é o prato-rei, mas a salada de polvo era ainda melhor.

Dormida em Dubrovnik: Apartments Deranja

Dia 9 - Perast e Kotor

Logo de manhã cedo, partimos para o Montenegro em direção a Kotor, a região dos fiordes dos Balcãs. Atravessar a fronteira foi tranquilo e sem precalços, mas demorado (1:30h).

A estrada até Kotor é boa, mas muito sinuosa e lenta, quase sempre junto ao mar. Pelo caminho, parámos na pequenina localidade de Perast, onde comemos uma deliciosa Torta Perask, com vista para duas ilhotas famosas: Sveti Djordje, onde existe um mosteiro Beneditino e um cemitério, e Gospa od Škrpjela (Nossa Senhora das Rochas), onde uma igreja com uma cúpula azul-celeste parece flutuar. Enquanto a primeira ilhota não é aberta ao público, a segunda é visitável através de barcos-táxi a partir de Perast.

Em Kotor, Património da Humanidade, vimo-nos rodeados por montanhas grandiosas pintadas de cinzento e verde. No meio delas, corre o mar, tão tranquilo que parece um lago, de um azul belíssimo. Subimos às muralhas que contornam a cidade medieval, para a vermos das alturas. Não foi fácil, mas que importam as dificuldades passageiras quando se ganham momentos inesquecíveis?



Onde gostámos de jantar: restaurante Che Nova?, já fora das muralhas, com uma esplanada junto ao mar e uma vista fantástica para os fiordes.

Dormida em Kotor: Apartments Bajkovic, a 15 minutos a pé da cidade muralhada. A caminhada até lá, ao longo do passeio marítimo, é muito bonita e plana.

Dia 10 - Mausoléu de Njegos, Cetinje e Parque Nacional do Lago Skadar

De Kotor partimos em direção ao Mausoléu de Njegos, um poeta e filósofo montenegrino, que se encontra no cume da montanha Lovćen. A estrada para lá chegar é sinuosa, com pelo menos 30 cotovelos (a dada altura perdemos a conta!) e sempre a subir, mas vale muito a pena pelas excelentes vistas panorâmicas sobre Kotor e a sua baía, os fiordes e o mar Adriático.

Descemos até Cetinje, antiga capital do Montenegro, onde almoçámos num ambiente tranquilo, longe dos roteiros turísticos.

Com as energias renovadas, seguimos até ao Parque Nacional do Lago Skadar, no qual fizemos um passeio de barco pelo meio de nenúfares e passámos a noite junto ao lago, onde adormecemos embalados por inúmeras rãs e aves.



Dormida no Lago Skadar: Karuc Apartment, na casa de uma família montenegrina que aí reside há 200 anos. Também é possível reservar almoço/jantar feito pela mãe, nomeadamente sopa de peixe, trutas e carpas do lago.

Dia 11 - Parque Nacional Durmitor

Despedimo-nos do parque Skadar e fizemo-nos à estrada, de manhã bem cedo, em direção a Durmitor, outro parque nacional do Montenegro. Pelo caminho, fizemos uma breve visita ao mosteiro ortodoxo de Ostrog, onde várias centenas de pessoas terão pernoitado ao ar livre pela quantidade de cobertores que se amontoavam no chão quando aí chegámos.

Almoçámos em Nikšić, a segunda maior cidade do Montenegro, com imensas árvores nas ruas, fresca - apesar do calor - e com as esplanadas cheias, como acontece em quase todas as cidades dos Balcãs.

A viagem até às altas montanhas de Durmitor foi longa e "será que estas curvas nunca mais acabam!?" - pensámos nós várias vezes. Para desentorpecer as pernas, quando chegámos, fomos fazer uma caminhada de 4 km à volta do Lago Preto, o maior dos 18 lagos glaciares deste parque nacional declarado Património da Humanidade pela UNESCO. Pelo meio, fizemos mais um amiguinho canino, que nos acompanhou fielmente até ao carro.



Dica importante: a entrada no Parque Nacional, à semelhança de outros no Montenegro, é paga. Se ficar mais do que um dia em Durmitor, compensa comprar o bilhete para vários dias!

Dormida no Parque Nacional Durmitor: Motel Tara MB. Não desgostámos mas, se fosse hoje, teríamos tentado ficar na vila de Žabljak, já que está mais bem localizada e tem maior oferta de serviços como bancos, restaurantes, supermercados, etc.

Dia 12 - Parque Nacional Durmitor

Tomámos o pequeno-almoço com vista para o maior desfiladeiro da Europa, por onde corre o rio Tara. Após uma breve aproximação às suas águas cristalinas azul-turquesa, onde vimos um grupo de espanhóis a preparar-se para fazer rafting, subimos de carro até às proximidades de Curevac, onde demos início a uma deliciosa caminhada (2 horas ida e volta) sempre junto a escarpas floridas. De Curevac tem-se a melhor vista para o desfiladeiro do Tara, pequenino lá ao fundo, de tão distante.

À tarde, caminhámos - debaixo da chuva e de trovões - por florestas de pinheiros negros e por campos floridos, até aos lagos Barno e Zminje.



Onde gostámos de almoçar: restaurante e café-bar Or’O, em Žabljak. O cabrito assado à moda de Durmitor é delicioso! Foi o restaurante de que mais gostámos no Montenegro.

Dormida no Parque Nacional Durmitor: Motel Tara MB

Dia 13 - Sarajevo

A viagem de carro entre Durmitor e Sarajevo foi uma das mais bonitas que fizemos nos Balcãs. Atravessámos os ondulantes vales de Durmitor, passando por grandes rebanhos, e descemos ao fundo de desfiladeiros, acompanhando rios azuis-turquesa.

Muitas montanhas, túneis, curvas e solavancos depois, chegámos finalmente a Sarajevo, ainda a tempo de percorrer o seu renascido centro histórico a pé. Ao final do dia, subimos ao Forte Amarelo donde se tem uma das melhores vistas da cidade: nós e um grande número de habitantes locais que, durante o Ramadão, aí se concentram com farnéis à espera do pôr-do-sol e do disparo de um canhão, assinalando o fim do jejum nesse dia.



Dormida em Sarajevo: Enjoy Apartments, a 1 km do centro histórico ou 15 agradáveis minutos a pé ao longo do rio. Além de apartamentos, também dispõe de quartos como aquele em que nós ficámos: amplo, confortável e decorado com estilo. Dispõe de parqueamento gratuito. Gostámos muito.

Dia 14 - Banja Luka

Por indicação do João Raminhos Tomé, um dos nossos leitores, seguimos a bonita estrada de montanha entre Sarajevo e Banja Luka, as duas maiores cidades da Bósnia-Herzegovina. Conseguimos finalmente experimentar o afamado cordeiro no espeto. Mentiríamos se vos disséssemos que adorámos Banja Luka. Todavia, em viagem - como na vida - os dias não são todos especiais e é preciso saber viver com isso, apreciando as coisas mais simples. Em Banja Luka, encontrámo-las no descanso que uma cidade não-turística nos proporcionou, na catedral ortodoxa e nas músicas calmantes que aí se ouviam, bem como num grupo de senhores a jogar xadrez, com peças gigantes, num parque.



Dormida em Banja Luka: Tesla Bar & Rooms, com pequeno-almoço incluído. Situado a 1,5 km do centro da cidade, é um hotel moderno, giro, com decoração industrial, funcionários muito simpáticos e prestáveis. Não servem jantares, mas ofereceram-se para nos encomendar uma pizza, que ainda deslizou melhor com uma cerveja local Nektar.

Dia 15 - Zagreb e voo de regresso

O voo de Zagreb para Lisboa partia às 13:50h. Estávamos ainda em território bósnio e não sabíamos como seriam as estradas nem o atravessar da fronteira. Como o processo de levantar o carro foi demorado, tínhamos receio que a entrega também fosse. Por isso, saímos de Banja Luka por volta das 8:15h, depois de um excelente pequeno-almoço no hotel Tesla Bar & Rooms. Daí até ao aeroporto, o percurso foi feito quase sempre por auto-estrada e, por isso, sem demoras. Confessamos: o Paulo arriscou algumas vezes, pisando um pouco o pedal. A passagem na fronteira foi rápida e a entrega da viatura também. No fim, chegámos bem a tempo, mas preferimos sempre apanhar uma hora de seca no aeroporto a andar em stresses e correrias.

Três horas de voo e estávamos em Lisboa, a ofegar com mais de 40℃!

Dicas:

  • O preço do combustível é mais barato na Bósnia-Herzegovina do que na Croácia;
  • As auto-estradas na Bósnia-Herzegovina e na Croácia valem a pena, uma vez que são bem mais em conta do que em Portugal;
  • Ter atenção que a bomba mais próxima do aeroporto de Zagreb fica a 10 km.



Em jeito de conclusão, se tívéssemos de escolher os locais imperdíveis entre todos os que visitámos, a nossa lista incluiria: Split, Dubrovnik, Plitvice, Mostar, Kotor, Durmitor e Sarajevo. Além de darem uma visão geral dos três países, oferecem um pouco de tudo: mar, história, cultura, natureza e reflexão.

terça-feira, maio 30, 2017

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terça-feira, maio 23, 2017

Quem nos conhece ou nos lê no Viagens à Solta sabe que gostamos de caminhar na natureza, mas não no meio de muitas pessoas - não que não gostemos de pessoas mas, talvez por vivermos em Lisboa, aos fins-de-semana precisamos de algum sossego. Este artigo é, pois, para quem se identifica connosco e quer fazer tranquilamente os Passadiços do Paiva, o percurso pedestre mais famoso de Portugal.

quarta-feira, maio 17, 2017

Vamos contar-vos uma história. Um dia fomos a Marvão e o Paulo tirou uma fotografia a uma rua, tendo-a publicado na Internet.

quarta-feira, maio 10, 2017

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terça-feira, maio 02, 2017

Vila de Rei fica exatamente no centro de Portugal - como indica um marco geodésico visível da vila. Não foi, porém, essa a razão que nos levou a visitá-la nem tão pouco a paisagem em seu redor, onde predominam pinheiros e eucaliptos.

terça-feira, abril 25, 2017

Se fôssemos com frequência ao distrito de Aveiro ou se morássemos aí perto, iríamos várias vezes caminhar ou andar de bicicleta na ria de Aveiro.

quinta-feira, abril 20, 2017

Viajar de carro pela Andaluzia é ver passar pelas janelas oliveiras e campos agrícolas sem fim. É chegar a algumas das cidades mais bonitas de Espanha, como Sevilha, Córdova e Granada.

quinta-feira, abril 06, 2017

Fomos passear com as flores campestres: amarelas, brancas e lilases; com o rosmaninho florido; com centenas de pássaros e andorinhas; com os sobreiros e as azinheiras; com o som da Ribeira de Múrtega e dos patos bravos a levantar voo; com as vacas soltas pelos campos; com o céu azul pincelado de nuvens brancas; com a Fiúza e o Dior, dois cães brincalhões e tão felizes como nós por andarem à solta pelos montes alentejanos.

quarta-feira, março 29, 2017

O Caminito del Rey é o mais famoso, mas há outro trilho formidável nas suas proximidades: o que percorre o Torcal de Antequera, uma paisagem natural declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.